A HORA DA BORBOLETA

(Breno Fernandes)

Aquele homem parecia um gigante; para cima ou para os lados, ela só via seu corpo, estendendo-se até o horizonte. Suas mãos seriam capazes de envolvê-la como um casulo, e foi justamente o que ele fez. As roupas se rasgaram: era a hora da borboleta. Ele a ergueu, um primeiro incentivo para um voo bem-sucedido. Com as pernas e braços presos às costas dele, ela descia e subia, descia e subia, voando, voando.


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